ISSN 1612-3352

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Prof. Dr. Claus F. Claussen, Neurootological Research Institute of the Research Society for Smell, Taste, Hearing and Equilibrium Disorders at Bad Kissingen (4-G-F). Bad Kissingen, Germany.
Dr. med. Julia M. Bergmann,
Dr. med. Guillermo O. Bertora,
Otoneuroophthalmological Neurophysiology,
Buenos Aires, Argentina.

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Dr. med. Julia M. Bergmann,
Dr. med. Guillermo O. Bertora,
Otoneuroophthalmological Neurophysiology,
Buenos Aires, Argentina.


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Rastreio auditivo em recém-nascidos de risco. Revisão casuística

Abstract

Introdução: O diagnóstico precoce de surdez infantil é um requisito essencial para uma correcção apropriada da hipoacusia. Até recentemente o rastreio auditivo baseava-se exclusivamente na avaliação dos Potenciais Evocados Auditivos do Tronco Cerebral (PEA), um método exigente em termos técnicos, demorado e que implica frequentemente uma sedação da criança. O advento das Otoemissões Acústicas (OEA), exame fiável, não invasivo e de execução mais rápida, possibilitou uma maior divulgação do diagnóstico precoce de surdez. O objectivo do presente estudo consistiu na avaliação da experiência recente de um programa de rastreio auditivo em recém nascidos de risco.

Pacientes e métodos: Análise retrospectiva de dados colhidos prospectivamente relativos a recém nascidos da unidade de cuidados intensivos de neonatologia de um hospital central universitário, com critérios de risco para surdez segundo o Joint Commitee on Infant Hearing. Rastreio efectuado no sector de ORL pediátrica do hospital entre Julho de 2000 e Dezembro de 2002. De acordo com protocolo pré estabelecido, todas as crianças foram submetidas a medição das OEA, num ambiente sem isolamento acústico específico. Os ouvidos com ausência de resposta ou com traçados duvidosos foram submetidos a reavaliação por OEA. Os casos com ausência de resposta, realizaram subsequentemente PEA.

Resultados: Rastreou-se um total de 83 crianças (166 ouvidos), com idade média 86 dias (entre 2 e 345 dias), 49% do sexo masculino. O tempo gasto em média com cada criança nas OEA foi de 25 minutos, sendo a duração média do próprio teste de 102 segundos por ouvido. 116 ouvidos (69%) cumpriram os critérios de normalidade. Os restantes 50 ouvidos (30%) exigiram uma segunda avaliação com OEA. Destes, 30 ouvidos (18% do total) mantiveram resultados inconclusivos e foram propostos para PEA. Duas crianças faleceram entretanto por afecções congénitas concomitantes. Nos 26 ouvidos submetidos a PEA, 20 (76%) apresentaram limiares para a onda V normais (£30 dB) e seis (23%), revelaram limiares elevados (£60 dB) com atrasos na latência da onda I compatíveis com hipoacusia de transmissão.

Conclusão: As OEA constituem um método útil para rastreio de hipoacusia em recém nascidos de risco. Contudo verificou-se uma margem relevante de falsos negativos (12%). Como tal, todos os resultados de OEA negativos ou duvidosos devem ser confrontados com PEA.

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